quinta-feira, 3 de maio de 2012

Será possível a existência de planetas inteligentes?

 


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Por em 10.04.2012 as 16:00
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Você lembra do planeta “vivo” de Avatar, que conversava com seus habitantes através de estranhas ligações? Será que um planeta assim, consciente, com todos os seres conectados, um planeta vivo e inteligente, existe?
Até agora, a ideia de um planeta inteligente parece ser um pouco utópica. Os cientistas dizem que, baseado na química e no comportamento das coisas vivas e não vivas – que conhecemos, claro – você não deve apostar em um Pandora, por exemplo.
“Do modo como a evolução funciona, não vejo isso acontecendo”, afirma o cientista Peter Ward, da Universidade de Washington, EUA.
Megafauna
Os planetas são formados com a junção do gás e poeira cósmicos que sobram da formação estelar. Do que já conhecemos dos planetas, rochas, líquidos e gases aglomerados, não há como um planeta desenvolver algum tipo de consciência.
O único caso planetário que chegou um pouco mais perto disso foi a Terra, que eventualmente foi povoada por moléculas que se autorreplicavam e carregavam informações.
“Nós temos que usar a história da Terra como guia”, afirma Ward. E com isso a ideia de um superorganismo gigante cai por terra.
Drenagem cerebral
São necessários um cérebro muito grande e um sistema nervoso muito desenvolvido para que certa inteligência seja exibida.
E para isso é preciso muita energia. Nosso cérebro corresponde a 3% do nosso corpo, mas consome 20% da nossa energia. Poucas criaturas desenvolvem mais inteligência do que as pressões evolucionárias exigem.
Se pensarmos em algum tipo de massa viva que cobriria a terra inteira, tornando o planeta inteligente, sua necessidade parece ser muito pequena.
A competição entre as espécies, pelos recursos naturais, é outro ponto que impede a ideia de um planeta inteligente. Não apenas as espécies competem entre si, mas tentam se aproveitar e passar por cima das outras.
No fim, as criaturas não são programadas para começar a cooperar e fluir como um corpo único. “Com a seleção natural, alguns vivem e alguns morrem”, afirma Ward.
Consciência coletiva
Existem poucas exceções para essa regra. Colônias de insetos, por exemplo, são compostas por milhares de indivíduos, que agem em conjunto para garantir a sobrevivência. “Sociedades como as das abelhas e formigas são o máximo do altruísmo”, diz Ward.
Por isso não fica totalmente fora de questão uma série de seres, em uma colônia única gigante, que agissem como uma mente apenas, até que os recursos acabassem.
Essa noção, entretanto, traz um problema: comunicação. Formigas usam feromônios para se comunicar, e nossos corpos usam nervos. Mas imagine um organismo do tamanho da Terra.
“Se o pensamento for de certa maneira distribuído (em um planeta inteligente), ele será mais lento do qualquer coisa que você possui em casa”, afirma o astrônomo Seth Shostak.
Gaia?
Apesar de todas essas considerações, alguns cientistas defendem o argumento de que a Terra deveria ser pensada com um organismo gigante.
A “hipótese Gaia” propõe que a vida na Terra funciona em conjunto, para manter o habitat sustentável. Dessa maneira, a salinidade e o pH dos oceanos, por exemplo, seriam ideais porque a vida fez dessa maneira.
A hipótese é muito controversa, já que temos muitos casos em que a ideia da Terra tomando ações para defender a vida parece não se sustentar. “A vida já se sabota muito sem estar conectada através da inteligência”, comenta Ward.
Shostak também não acredita muito nisso. “Após bilhões de anos aqui, nós não vemos muito a flora e fauna fazendo isso. Tudo é interdependente, mas poucos se comportam como um único organismo”.
Pelo jeito, no momento, a hipótese Gaia fica no campo da ficção. [LiveScience]

Cozinhar foi o que nos tornou humanos, diz pesquisador

 

macaco cozinhando na cozinha
Richard Wrangham é professor de antropologia da Universidade de Harvard, estudou chimpanzés na Tanzânia e tem uma opinião única sobre o que fez com que os humanos se tornassem diferentes de todos os outros animais: a nossa habilidade de cozinhar. Segundo o pesquisador, a idéia surgiu como resposta à questão de quanto tempo os humanos teriam sobrevivido sem o fogo. “Parecia para mim que ninguém poderia sobreviver sem isso”, diz.
Em seu livro “Catching Fire” (sem edição em português), Wrangham demonstra como percebeu, enquanto vivia com chimpanzés, que um humano não teria conseguido viver com a mesma dieta de um destes animais, por exemplo. “Entre na floresta, encontre algumas frutas, e veja se você fica satisfeito”, questiona o autor. De acordo com ele, a grande dificuldade deste tipo de alimentação é que a densidade nutritiva é muito baixa. “Isto é problemático para os humanos porque temos o intestino pequeno, cerca de 60% do volume daquele dos grandes primatas”, explica. “Não temos intestino suficiente para manter alimentos de baixa qualidade no nosso corpo por tempo suficiente para digeri-lo”, diz.
» 10 mistérios sobre a evolução humana
Mudanças radicais
De acordo com o pesquisador, os corpos humanos passaram a mostrar adaptações há cerca de 1,9 milhões de anos atrás. Naquela época, nossos ancestrais eram semelhantes aos chimpanzés, mas começaram a andar em duas patas – o avanço das técnicas de cozinha levaram a um maior consumo energético. “A maximização do consumo de energia através do alimento permitiu que perdêssemos um terço do intestino e sofrêssemos uma enorme expansão do cérebro”, afirma Wrangham.
As estimativas quanto ao início da humanidade com as técnicas de cozimento dos alimentos são confusas: algumas apontam que elas iniciaram há um milhão de anos, enquanto outras afirmam que começaram há apenas 50 mil anos. De qualquer modo, o autor acredita que o processo levou a uma divisão do trabalho entre os homens e as mulheres, pois cozimento impõe um atraso entre o momento da coleta de comida e o momento da refeição, o que significa que outras pessoas poderiam roubar a comida.
» O homem moderno é um fracote
“Um modelo simples de relacionamento social teria um grupo de indivíduos dominantes – os machos – e um grupo subordinado – as mulheres – que cozinhariam protegidas pelos homens”, explica. Segundo o pesquisador, o padrão pode ser observado em muitas sociedades tribais – o que já o fez ser acusado de machismo. Quanto a esta acusação, o autor se defende explicando que esta é apenas uma descrição sobre o que supostamente acontecia há muito tempo. “As mulheres historicamente cozinham em todas as sociedades, exceto nas modernas e industriais, mas isso não significa que eu defenda este modelo e nem que acho que isso deva acontecer atualmente”, diz. [NewScientist]

A seleção natural ainda está entre nós?

 


Se você for um daqueles biólogos evolucionistas que propaga aos quatro ventos que a seleção natural não age mais sobre nós, melhor pensar novamente, porque pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, e do Wissenschaftskolleg de Berlim (Centro para Estudos Avançados, em tradução livre), na Alemanha, acharam sinais de que ela ainda estava entre nós há pelo menos 200 anos. E ainda pode estar.
Esse pequeno aviso merece destaque porque contradiz uma hipótese bastante aceita, porém ainda polêmica no mundo acadêmico, de que a evolução humana parou há 10 mil anos – alguns cientistas vão mais além e acreditam que ela se estagnou há 50 mil anos. Para se ter uma ideia, alguns psicólogos creem que a mente humana não evoluiu (no sentido de mudança, apenas, sem necessariamente ser para melhor) desde o fim da Era do Gelo, há cerca de 10 mil anos.
O estudo foi publicado no renomado periódico Proceedings of the National Academy of Sciences e já coleciona entusiastas, como o biólogo evolucionista Jacob Moorad, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, que não teve participação na pesquisa. “A seleção natural ainda acontece nos seres humanos modernos. Sem dúvida”, sentencia Moorad.
Pistas do interior da Finlândia
A descoberta é resultado de uma análise detalhada da vida de quase 6 mil pessoas, nascidas entre 1760 e 1849, em quatro vilarejos finlandeses. Foram estudados os registros de nascimento, morte e casamento de cada uma dessas pessoas.
De acordo com o biólogo evolucionário Alexandre Courtiol, principal mente por trás da pesquisa, foi escolhido esse período e essa população porque a revolução agrícola já estava consolidada e porque os vilarejos finlandeses eram caracterizados por regras rígidas no que diz respeito à monogamia, ao divórcio e às relações extraconjugais. Além de que o país possui um dos melhores acervos genealógicos do mundo, graças aos registros feitos pelas igrejas locais.
Courtiol e seus colegas se debruçaram sobre quatro aspectos principais que afetam a sobrevivência. São eles: quem vivia além dos 15 anos, quem se casava, quem se casava mais de uma vez e quantas crianças eram tidas em cada casamento.
O número impressiona: quase 50% dessas pessoas morreram antes de completar 15 anos. Segundo o biólogo do instituto alemão, isso sugere que essas pessoas tinham características desfavoráveis, como uma maior suscetibilidade a doenças, por exemplo.
Resultado: esses não conseguiram passar seus genes para frente. Dos que passaram da décima quinta primavera, cerca de 20% não se casaram e não tiveram filhos.
De novo, segundo os cientistas, isso sugere que algumas características impediram esses indivíduos de conseguir uma parceira. E os números prevalecem sobre qualquer diferença social que pudesse existir.
Seleção sexual
Courtiol conta que também havia seleção sexual, na qual os homens que conseguiam atrair mais parceiras tinham uma prole mais abundante. Assim, a variação no número de filhos girava de zero a 17, o que representava uma boa oportunidade para a seleção natural ocorrer e a evolução tomar seu rumo.
“A importância da seleção sexual é amplamente aceita em aves e peixes, mas é a primeira vez que se constata esse tipo de seleção em humanos”, afirma o biólogo Stephen Stearns, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
Agora é aguardar por novas pesquisas, na esperança de que se possa comprovar – ou não – a ocorrência da seleção natural nos dias de hoje. [Wired/PNAS/ScienceDaily/ScienceNews/NewYorkTimes/LiveScience/Foto]

Novo Reino na natureza

Estranho organismo recém-descoberto inaugura novo reino da natureza


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Por em 2.05.2012 as 16:35
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Um organismo unicelular descoberto na Noruega está dando o que falar. Segundo cientistas, ele é tão diferente de todos os organismos conhecidos até hoje que um novo grupo base, conhecido como novo reino, foi criado: Collodictyon.
Esse organismo singular foi encontrado em um lago no sul de Oslo, Noruega. De acordo com a cientista Kamran Shalchian-Tabrizi, da Universidade de Oslo, não há outro ser vivo que descenda de tão perto das raízes da árvore da vida.
“O micro-organismo está entre os mais antigos eucariontes. Ele evoluiu há cerca de um bilhão de anos. Ele nos mostra como a Terra parecia ser no início”, diz Shalchian-Tabrizi.
Os cientistas noruegueses analisaram o genoma do organismo encontrado e descobriram que ele é eucarionte, mas não se enquadra em nenhum dos grupos principais (animais, plantas, fungos, algas ou protistas).
Ele tem de 30 a 50 micrômetros (a espessura de um cabelo humano) e se alimenta de algas, preferindo viver sozinho, em detrimento de conviver em grupos. Sua singularidade também reside no fato de ter quatro flagelos, ao invés de um ou dois, o que seria considerado normal.
O micro-organismo também tem características que são marcas das algas e das amebas, pertencentes a dois reinos eucariontes diferentes.
Devido a esse motivo, os pesquisadores acreditam que o micro-organismo seja o ancestral desses dois reinos. [MSNBC]

Feminicídio - morte de mulheres

Brasil - PCO - Em uma parte do Mapa da violência 2010 realizado pelo Instituto Sangari com informações do Datasus é mostrado que dez mulheres foram assassinadas por dia em dez anos.


Foram divulgados números a respeito do assassinato de mulheres no Brasil baseado em estudo feito pelo Instituto Sangari. A pesquisa foi feita com análise de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus) nos anos de 1997 a 2007. Nestes dez anos, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio o que é um índice de 4,2 assassinatos por 100 mil habitantes.
Segundo dados do instituto este estudo é um apêndice de um trabalho maior que está sendo realizado que é o Mapa da Violência no Brasil 2010.
As taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que da maioria dos países europeus em que os índices não ultrapassam 0,5 por 100 mil habitantes.
Os que lideram a lista são África do Sul, com 25 assassinatos por 100 mil habitantes e Colômbia, com 7,8 por 100 mil.
O estudo mostra que algumas cidades brasileiras registram índices mais altos. Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. O Espírito Santo ocupa o primeiro lugar, com índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes.
Na pesquisa, São Paulo é o quinto Estado menos violento do Brasil, com índice de 2,8 por 100 mil habitantes.
Esta é uma maneira de manter metade da classe trabalhadora brasileira ser ainda mais oprimida e subjugada.
Desta maneira, a burguesia consegue amordaçar este setor importante, que são as mulheres, cerca de metade da população, para a mobilização da classe trabalhadora.

A criança em seu mundo - Mário Sérgio Cortella

De acordo com o educador Mário Sérgio Cortella, nós estamos sacando o futuro por antecipação. Significa que nós estamos gastando os meios que permitiriam a existência de próximas gerações. Segundo sua análise, nós anunciamos às crianças: "Não haverá futuro, não haverá meio ambiente, não haverá segurança, não haverá trabalho. Vocês não têm presente!" A criança tem o mundo da imaginação, da poesia, da fábula, da infância, e muitas vezes, os adultos não conseguem entrar nesse mundo. Mas, segundo o próprio educador, é preciso criar relações mais próximas com as crianças e saber quais são as suas necessidades e desejos para que possamos formar cidadãos conscientes e atuantes. O programa traz ainda a participação da atriz Maria Luisa Mendonça que interpreta o poema "Verbo Ser", de Carlos Drummond de Andrade e texto de Carl Jung. O programa Café Filosófico é uma produção da TV Cultura em parceria com a CPFL Energia
http://youtu.be/fcxn5ybLNb8

Que país é esse? Que povo é esse que aceita uma decisão dessas passivamente?

Três meninas e uma sentença


Apesar dos seus 12 anos, o adulto que as possui é somente ‘imoral e reprovável’?
uízes do Superior Tribunal de Justiça absolveram do crime de estupro um homem que teve relações sexuais com três meninas de 12 anos. O tribunal alegou que elas não eram “ingênuas, inocentes, inconscientes a respeito de sexo”. As meninas se prostituíam, ergo, a atitude do réu, “imoral e reprovável”, não configurava esse crime.
A nota do STJ, defendendo- se da enxurrada de criticas suscitadas pela decisão, informa que o tribunal permitiu ao acusado produzir provas — dada a absolvição, devem ter sido consideradas convincentes — de que o ato sexual se deu com o consentimento do que a nota chama de “suposta vítima”.
A sociedade brasileira, estarrecida com a sentença, tem o dever de se perguntar que valores informaram essa interpretação jurídica e o direito de julgá-la severamente. Crianças de 12 anos que, abandonadas por quem lhes deveria acolher e educar, família e estado, entregues à violência das ruas, se prostituem são objeto de um desprezo ancestral que dois mil anos de compaixão cristã não conseguiram apagar. Ainda há quem atire a primeira pedra.
Quando uma decisão ofende a sociedade, a pedra, como um bumerangue, volta. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e as instâncias que, no Executivo e no Legislativo, protegem esses direitos, deploraram a decisão. A opinião publica condenou os juízes por insensibilidade.
Não lhes comoveu o destino dessas crianças, órfãs de tudo, que até hoje, por descaso, o Brasil não conseguiu perfilhar. E, no entanto, elas nos são bem conhecidas, desde as páginas de Jorge Amado. Contra elas nada é crime. Despojadas de direitos, vegetam nas esquinas e praças das grandes cidades como restos humanos, tratadas como malditas, pequenas Genis, “boas de apanhar, boas de cuspir”.
Há pouco tempo, no estado do Pará, uma menor infratora foi jogada por ordem de uma delegada de polícia na cela de detentos que a estupraram. Quem se lembra? Alguém foi condenado?
O tribunal achou relevante salientar que a “educação sexual das jovens certamente não é igual, haja vista as diferenças sociais e culturais”. Que sentido tem, nesse contexto, estabelecer essa diferença? Afirmar que elas não eram ingênuas? As diferenças sociais e culturais que lhes tiraram a “inocência” e a “ingenuidade”, requeridas pela juíza relatora para enquadrá-las na figura da vítima, são, por acaso, culpa delas?
Por que se prostituem — e o que quer dizer isso quando se trata de crianças — não existe violência contra elas? Apesar dos seus 12 anos, o adulto que as possui é somente “imoral e reprovável”?
Quem, em sã consciência, chamaria de consentimento o ato de se prostituir na infância? Teriam as meninas consentido do alto de seu bom-senso e maturidade, amplo domínio de suas emoções e destinos?
Em nenhuma hipótese, a relação sexual de um adulto com meninas de 12 anos deixa de ser uma violência.
Qualquer pessoa que vê meninas se prostituindo procura uma autoridade que as tire da rua e se ocupe delas ou, pelo menos, indignado, lamenta a sua sorte. Não vai se deitar com elas. Se o faz, aproveita-se não da ingenuidade, exigida pelo tribunal para condenar o acusado, mas da vulnerabilidade, de que fala o Código Penal, ao capitular como estupro de vulnerável a relação com menor de 14 anos.
A nota do tribunal avisa que “nada impede que, no futuro, o STJ volte a interpretar a norma e decida de modo diverso”. Enquanto os juízes, de tempos em tempos, vão mudando as interpretações da norma, que mulheres irão se tornando essas meninas que, já na infância, marcadas com o estigma da prostituição, perdem todos os seus direitos? Quando alguém for enfim considerado culpado por juízes mais bem afinados com seu tempo e com o mérito do que julgam, quem lhes devolverá a justiça que lhes foi negada?
Quando o ministro da Justiça, ainda que declarando-se contrário à decisão do tribunal, diz que ela tem que ser “respeitada”, pede muito de nós, escolhe mal a palavra. Melhor seria dizer “cumprida”. Decisões desse tipo, que vão contra o bom-senso mais elementar, provocam inconformidade e indignação por parte de uma sociedade cada vez mais alerta na defesa de direitos. O que é legítimo e auspicioso.
O repúdio nacional e internacional que a decisão colheu deveria ter dado aos juízes a medida do seu equívoco. Mas não. Investindo-se no papel de Tribunal da Cidadania, repeliram as críticas, que definiram como levianas. Enganam-se mais uma vez. No verdadeiro tribunal da cidadania, os juízes somos todos nós. E, aí, a condenação é certa e sem apelação.
O Globo, de 14 de abril de 2012