quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mudar a vida também modifica seus genes


Genes Gene - Revista HypeScience
AVocê não pode mais reclamar que seus problemas de saúde estão “nos seus genes”, pois uma nova pesquisa descobriu que uma mudança no estilo de vida pode também modificá-los, para melhor.
O estudo acompanhou 30 voluntários diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco que haviam decidido não seguir com cirurgia, radioterapia ou terapia hormonal para combater a doença. » Exercício aeróbico rejuvenesce até 12 anos
Os homens fizeram mudanças radicais no estilo de vida incluindo uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos, legumes e produtos à base de soja; exercícios moderados como andar por 30 minutos todos os dias e uma hora de métodos de gerenciamento do estresse como meditação.
Como se esperava eles conseguiram perder peso, reduziram a pressão sanguínea, entre outros benefícios para a saúde. Mas as mudanças mais profundas foram observadas quando as biópsias do câncer efetuadas depois das mudanças no estilo de vida foram comparadas com as feitas anteriormente.
Depois de apenas três meses os homens tiveram mudanças na atividade de cerca de 500 genes, dos quais 48 estavam ligados e 453 estavam desligados. » Reduzindo seus riscos de câncer de mama
A atividade nos genes que previnem de doenças havia aumentado enquanto genes promotores de doenças — incluindo aqueles que envolviam o câncer de próstata e de mama — se desligaram de acordo com o estudo publicado na revista científica PNAS.
Afinal de contas parece que podemos sim fazer muito para mudar a atividade dos próprios genes e combater o surgimento de doenças ligadas à predisposição genética. Em apenas três meses é possível mudar centenas de genes simplesmente mudando como se vive.
As implicações deste estudo não estariam limitadas a homens com câncer de próstata.

Mutações raras podem causar doenças comuns

 


 
Quando falamos em mutação genética rara você já pensa em um X-Men? Pode esquecer essa imagem. Pesquisadores descobriram que mutações raras podem ser responsáveis por doenças comuns. E, mais, descobrir que mutações são essas pode ser a chave para um mundo mais saudável.
A última descoberta dos cientistas foi que uma pequena malformação em um gene chamado SIAE foi encontrada em 24 de923 indivíduos que sofriam de doenças auto-imunes (artrite reumatóide e lúpus, por exemplo).
Segundo os pesquisadores, quando esse gene é “desativado” nos ratos de laboratório, ele permitiria ao sistema imunológico atacar tecido saudável do próprio organismo – exatamente o que uma doença auto-imune faz. Mas não seria apenas um defeito desses que tornaria uma pessoa suscetível e sim o acúmulo de uma dúzia desses defeitos que desenvolveriam uma doença mais complexa.
Para descobrir que genes podem, ou não, estar ligados a essas doenças, o método que os cientistas estão usando analisa pessoas com a doença e pessoas saudáveis, comparando os genes e procurando por mutações.
No entanto, os especialistas avisam que não devemos ficar muito esperançosos, já que não seriam todas as doenças que poderiam ser identificadas através desse método. [LiveScience]

Estamos nos transformando em mutantes?

 


 
Um estudo recente determinou a idade de mais de um milhão de mutações em uma única base (letra) do DNA, e descobriu que mais de 86% das nossas mutações danosas surgiram nos últimos 5.000 a 10.000 anos. As mutações restantes em sua maioria são inócuas e algumas poucas podem até mesmo ser benéficas.
A explicação para tantas mutações nos últimos anos, segundo os especialistas, é a explosão demográfica que aconteceu com o surgimento das cidades, cerca de 8.500 anos atrás. Dos cerca de 100.000 anos que a humanidade existe, houve um evento de quase extinção 50.000 anos atrás, quando a população humana baixou muito, e a humanidade remanescente se tornou geneticamente muito similar.
O estudo determinou a distribuição das idades de mutação pelo sequenciamento de 15.336 genes que codificam proteínas em 6.515 pessoas, das quais 4.298 eram de origem europeia, e 2.217 africanos.
Segundo o Dr. Joshua Akey, professor associado de ciência genômica da Universidade de Washington em Seattle (EUA), um dos participantes da pesquisa, “em média cada pessoa tem cerca de 150 novas mutações que não estão presentes em seus pais. O número das mudanças genéticas que são introduzidas na população depende do tamanho da mesma”.
Populações maiores, multiplicando-se continuamente pela produção de novas crianças, têm mais oportunidades para o surgimento de novas mutações. Assim, o número de mutações aumenta com o crescimento acelerado da população, como a explosão demográfica que começou 5.115 anos atrás.
Uma das descobertas é que as populações europeias possuem um excesso de mutações danosas em genes essenciais, aqueles que são necessários para crescer até a idade adulta e ter filhos, e em genes ligados a doenças mendelianas, ou seja, ligadas à mutação de um único gene.
Outra descoberta é que as mutações mais antigas têm a tendência de ser menos prejudiciais, e certos genes apresentam apenas mutações mais recentes e danosas, entre eles 12 genes ligados a doenças como a falência de ovário prematura, Alzheimer, endurecimento de artérias cardíacas, e uma forma de paralisia herdada.
Os cientistas também notaram que mutações que afetam genes envolvidos em rotas metabólicas – reações químicas no corpo que geram e armazenam energia – tendem a não ser eliminadas pelas forças da seleção. Metabolismo aberrante contribui para a diabetes, distúrbios lipídicos, obesidade e resistência à insulina, todas doenças modernas.
Mas, apesar da maior capacidade mutacional resultante do crescimento populacional levar a uma incidência maior de doenças genéticas, há um lado bom: as mutações respondem pela grande variação de traços dos humanos modernos, e elas podem ter criado um novo repositório de variações genéticas vantajosas que a evolução adaptativa pode selecionar em gerações futuras.
O trabalho é o resultado da colaboração entre muitos cientistas genômicos, geneticistas médicos, biólogos moleculares e bioestatísticos na Universidade de Washington, Universidade de Michigan, Colégio de Medicina Baylor em Houston, o Instituto Broad no MIT e Harward, e o Grupo de Trabalho de Genética Populacional. O estudo é parte do Projeto de Sequenciamento Exome do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.[ScienceDaily]

De onde viemos: a fabulosa árvore genealógica humana

 


Os seres humanos (Homo sapiens) anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo seu comportamento moderno conhecido há apenas cerca de 50 mil anos. A evolução foi longa para chegarmos até aqui.
É como um quebra-cabeça que vai sendo montado lentamente enquanto são achados fósseis de nossos antepassados. No gráfico abaixo, você confere as peças dessa árvore genealógica humana que abrange nossa evolução desde 5 milhões de anos atrás até o presente.

Para entender o gráfico:

• Cada barra colorida representa o intervalo de tempo que se acredita que cada espécie viveu, com base nos fósseis encontrados até agora. As barras pontilhadas indicam os descendentes. Pesquisadores diferentes fazem essas ligações de maneiras distintas, preservando a mesma sequência cronológica.
• Sob o nome de cada espécie, você encontra as áreas em que a maioria dos fósseis foi encontrada.
• Os números em branco dentro das barras coloridas indicam aproximadamente quantos fósseis de indivíduos distintos de cada espécie foram encontrados.
• Como você pode observar, algumas regiões estão vagas, com pouquíssimos indivíduos conhecidos – muitos deles representados apenas por um dente ou fragmento de osso. As conexões evolutivas entre os australopitecos e o Homo erectus, incluindo as relações evolutivas entre as espécies de hominídeos Homo habilis, ergaster e erectus, ainda precisam de muitos esclarecimentos.
• Quatro espécies humanas propostas pela literatura científica - H. floresiensis, H. pekinensis, H. georgicus e H. rhodesiensis – foram omitidos da árvore genealógica.

Hominídeos


Segundo a taxonomia atual (com base na genética, em vez de características comportamentais), o termo “hominídeo” refere-se aos membros da família Hominidae: pertencem a ela seres humanos atuais, todos os seres humanos ancestrais, os pertencentes ao gênero australopitecos e nossos parentes primatas mais próximos, nomeadamente o chimpanzé o gorila.

Evidências fósseis

Fósseis de hominídeos são preciosos – não importa o tamanho ou condições. Esqueletos completos são raros em nossos tempos. Dentes, ossos faciais e cranianos são os restos de fósseis mais comuns que sobrevivem ao longo dos séculos. Crânios quase nunca são encontrados intactos, e normalmente são reconstruídos a partir de fragmentos.
Quando cientistas chegam a conclusões específicas sobre comportamento de nossos antepassados, eles precisam de partes específicas do esqueleto. Por exemplo, a postura agachada ou em pé pode ser interferida a partir da conexão da coluna vertebral com o crânio, enquanto o bipedismo exige análise de ossos da coxa, joelho ou articulações do pé. Já os crânios são usados para investigar a evolução do cérebro dos hominídeos

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cientistas descobrem mariposa vampiro na Rússia

 


 
Os cientistas descobriram que uma espécie de mariposa russa (que aparece neste vídeo), Calyptra thalictri, não se alimenta só de frutas, como eles pensavam.
Parece que, quando as mariposas macho da espécie têm a chance de se alimentar de dedos humanos, inserem suas mandíbulas e começam a chupar nosso sangue .
Os pesquisadores acreditam que os machos podem sugar o sangue de humanos e outros mamíferos, a fim de serem capazes de dar um “presente sexual” para as fêmeas.
Quando os machos se alimentam de sangue, eles podem passar o teor de sal obtido a partir do líquido para as fêmeas durante o acasalamento, dando a suas larvas uma melhor nutrição.
Essa descoberta é um passo importante na história evolutiva e de adaptações dessas criaturas. Morcegos vampiros, que também se alimentam de sangue, contêm compostos de afinamento do sangue em sua saliva que têm potenciais aplicações no tratamento de derrame. Mariposas vampiros poderiam ser úteis em outras aplicações científicas.[Life'sLittleMysteries]

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Por que algumas pessoas possuem olhos de cores diferentes?

 


 
Você conhece alguém com um olho verde e outro azul? Sabe por que isso acontece? Nós temos a resposta!
A verdade é que esse tipo de fenômeno não é muito comum, aparecendo apenas em 11 a cada mil pessoas e, ao contrário do que muitos acreditam, nem sempre essa característica é de nascimento.
A cor da íris se desenvolve nos primeiros meses após o nascimento, com uma quantidade de melanina determinando a cor dos olhos. Quanto menos melanina, mais claros os olhos.
Mas algumas vezes a concentração e a distribuição da melanina não é uniforme, levando a um fenômeno conhecido como heterocromia – cada olho fica de uma cor diferente.
E há diferentes tipos de heterocromia: a central, em que os olhos apresentam várias cores (como um centro castanho e o fim da íris azulado), a sectoral (que é apenas uma “pincelada” de cor diferente nos outros ônibus) e a completa, que é quando a íris toda é de uma cor diferente da outra.
Normalmente, a heterocromia não está ligada a nenhum problema de saúde e pode ser herdada geneticamente de algum dos pais.
No entanto, há alguns sinais que devem ser levados em consideração. Por exemplo, a heterocromia pode ser sinal de síndrome de Waardenburg, que faz com que crianças percam também a audição e apresentem cabelos prematuramente grisalhos. [Lifes Little Mysteries]

Porque os bebês nascem com olhos azuis, que depois mudam de cor?



 
Muita gente diz que bebê é tudo igual, que eles nascem com a mesma cara de “joelho”. E, apesar de isso não ser bem verdade, muitos realmente nascem com uma característica comum: olhos azuis. Os mesmos olhos azuis já não são tão predominantes nos meses seguintes; o contrario ocorre, poucas crianças mantêm a cor clara. Por quê?
Segundo os oftalmologistas, tem a ver com a quantidade de melanina com que nascemos, e se ela aumenta após o nascimento. A melanina é um pigmento; quanto mais você tem nos olhos, no cabelo e na pele, mais escuros eles são (e mais luz eles refletem).
Um pequeno depósito de melanina na íris dos olhos faz com que elas pareçam azul, enquanto uma quantidade média torna os olhos verdes ou castanhos e uma quantidade grande os deixa marrom escuro.
Os bebês não nascem com toda a melanina que estão destinados a ter. Esse processo de maturação continua pós-útero, o que significa que a cor dos olhos não é definida até os 2 anos de idade.
Apesar de alguns bebês de etnias não-brancas também nascerem com olhos azuis, que se tornam marrons ao longo do tempo, o efeito é muito menos comum do que com bebês caucasianos. Indivíduos de pele mais escura geralmente já têm bebês de olhos castanhos porque eles já nascem com mais pigmento. [LifesLittleMysteries]
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