quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Vaticano afirma que Teoria da Evolução é compatível com o Criacionismo


Por em 8.08.2010 as 19:26


Segundo representantes do Vaticano, a Teoria Evolucionista de Darwin seria compatível com a versão da história de Adão e Eva no Jardim do Éden.
O Arcebispo Gianfranco Ravasi, chefe do Pontifício Conselho de Cultura, disse que apesar da Igreja ter sido contrária ao evolucionismo, raízes da idéia de Darwin poderiam ser rastreadas até São Tomás de Aquino e São Agustinho.
Segundo o padre Giuseppe Tanzella, Professor de Teologia da Pontifícia Universidade de Santa Cruz, em Roma, São Agustinho nunca usou o termo “evolução”, mas sabia que peixes menores eram comidos pelos maiores e que as formas de vida se transformavam com o passar dos anos. Tomás de Aquino,de acordo com Tanzella, também tinha idéias similares.
O Vaticano está propondo a idéia do “Design Inteligente”, que tornaria Deus responsável pela complexidade das criaturas e também pela evolução. De acordo com Ravasi, as teorias de Darwin nunca foram propriamente condenadas pela Igreja e o Papa Pio XII teria dito, há 50 anos, que a evolução era uma hipótese válida para entender o desenvolvimento dos humanos.
Segundo religiosos, os ateístas militantes estão afastando as pessoas das teorias evolucionistas usando-as para atacar a religião, enquanto já está na hora dos criacionistas perceberem as evidências da evolução.
Agora como, exatamente, Adão e Eva, a serpente, e a Evolução podem caminhar juntos, ainda não foi explicado. [Telegraph]

Teria Darwin plagiado Wallace na Teoria da Evolução?


Por em 12.03.2012 as 12:23


Nas últimas quatro décadas, Charles Darwin tem sido acusado de ter guardado o trabalho de seu colega naturalista Alfred Russel Wallace por quinze dias, impedindo-o de revisar os elementos de sua teoria da evolução. Darwin então pode anunciar a sua teoria da evolução pela seleção natural, em 1858.
Mas, apenas recentemente, dois pesquisadores, o historiador John van Wyhe e o colaborador Kees Rookmaaker, reconstruíram a rota feita pela carta de Wallace para Darwin, descobrindo evidências de que o primeiro a enviou um mês depois do que os historiadores imaginavam. Isso limparia Darwin das acusações que vinha sofrendo.
A controvérsia
Alfred Russel Wallace, o naturalista que passou oito anos em Singapura e no sudeste da Ásia entre 1854 e 1862, descobriu a evolução pela seleção natural independentemente de Charles Darwin. Wallace teve um momento “eureca” quando vivia na ilha de Ternate, na Indonésia. Ele escreveu suas ideias em um trabalho enviado em 1858 para Charles Darwin, para que ele o repassasse até o geólogo Charles Lyell. Os acusadores dizem que Darwin segurou o trabalho por 15 dias, mentindo sobre a data de recebimento, para que ele próprio revisasse as ideias de Wallace.
O trabalho de Wallace foi publicado junto com o de Darwin, em 1858, e marca a primeira publicação da teoria da evolução, que depois resultou em uma das maiores revoluções na história da ciência.
Como o mistério começou
Em 1972, um pesquisador descobriu outra carta de Wallace, para um amigo chamado Bates, enviada em março de 1858, da ilha de Ternate. A carta ainda guarda os selos de Singapura e Londres, que revela a chegada da carta na capital inglesa em três de junho de 1858 – duas semanas antes da data que Darwin afirma ter recebido o trabalho de Wallace. Assim começa o mistério – como duas cartas de Wallace, que viajaram juntas no mesmo caminho, chegaram em datas distintas? Isso deu asas a várias teorias, incluindo a que afirma que o famoso cientista guardou o trabalho de Wallace durante as duas semanas.
Mas Darwin recebeu a carta quando disse, ou não?
“No começo eu assumi que era impossível resolver esse mistério, já que muitos historiadores já haviam se debruçado sobre ele antes. Mas me ocorreu que não existe evidência contemporânea da data que Wallace enviou o trabalho para Darwin, apenas que ele o enviou logo após escrevê-lo, em fevereiro. Isso sugere que o envio aconteceu em março de 1858. Mas isso é apenas uma lembrança, que não serve como evidência. A outra diz que Darwin recebeu o trabalho em 18 de junho de 1858, e parece mais confiável. Então me ocorreu de traçar o caminho da carta a partir de Darwin, e não Wallace”, comenta van Wyhe.
O pesquisador descobriu que um carregamento havia chego à Inglaterra no dia 16, com cartas da Índia e do Sudeste da Ásia. Isso com certeza não era uma coincidência – a carta de Wallace tinha que estar naquele navio. Ele, e seu colaborador, Kees Rookmaaker, checaram o caminho do barco, que passou por vários países.
“Eventualmente, o caminho do correio foi completo. E nós ficamos espantados em saber que Wallace havia enviado a carta em abril, e não em maio, como muitos pensavam”, comenta van Wyhe.
“Primeiro de tudo, nós sabemos que Wallace estava respondendo uma carta de Darwin enviada antes, e que essa chegou à Ternate em março. Isso revela que ele nunca respondeu a uma carta no mesmo carregamento que a levou. Aparentemente, o tempo intermediário foi muito pequeno. Por isso, há razões para duvidar que Wallace tivesse enviado a famosa carta em março, como se pensava”, afirma. [ScienceDaily]

Criação: Um filme sobre a vida de Charles Darwin


Por em 20.01.2010 as 17:44


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O próprio título do filme já é uma provocação, evocando a guerra entre o criacionismo e o evolucionismo. O poster acima é outra, evocando a conhecida imagem da Capela Sistina, mas trocando o homem por um orangotando, nosso primo primitivo.
A singular capacidade de observar e de experimentar de Darwin levou-o a conclusões magníficas, que mudaram o rumo da ciência, desvinculando-a gradualmente dos dogmas religiosos e tornando-a essencialmente experimental: cada vez mais baseada em evidências e cada vez menos baseada na bíblia.
Mas suas vida era constantemente atormentada, cheia de tristezas, dificuldades e dilemas morais. E mesmo com muitos problemas ele foi o cientista mais influente do mundo até o momento.
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O lado humanitário e cavalheiro de Darwin foi uma das coisas que mais me impressionou em sua biografia. Apesar de sofrer muito com a sua doença e ele foi muito ativo e generoso em sua comunidade. Apesar de ter chegado a ter 9 filhos, a perda de uma única menina o deixou completamente destruído.
Ele viveu várias décadas atormentado com a sua própria conclusão lógica de que a seleção natural, que descobriu, eliminava a possiblidade da existência de um Deus intervencionista que colocava animais sobre o nosso planeta quando lhe dava na telha.
Infelizmente ainda hoje há pessoas que negam a evolução, ignorando uma quantidade monstruosa de evidências científicas que atestam a sua inamovível credibilidade.
Tratando-se de Hollywood é difícil que o filme seja estritamente fiel à história deste grande cientista e humanitário, mas de qualquer maneira ele colocará em pauta o debate fundamental entre a evolução e o criacionismo e, talvez, ajude a converter alguns crentes.
Obrigado
http://youtu.be/Cg00CR8wkYw

Manifesto sobre o criacionismo

 

 
Por em 27.06.2012 as 17:30


 
Se você ainda está na dúvida se a terra tem 6 mil ou mais de 4 bilhões de anos alguns cientistas que entendem de genética escreveram um manifesto sobre o criacionismo que você tem que ler.
O Manifesto sobre ciência e criacionismo explica tim-tim por tim-tim — até para os mais burrinhos como eu entenderem — como a mitologia cristã está totalmente equivocada com relação a origem e desenvolvimento da vida na Terra e que questões sobrenaturais devem permanecer na alçada da religião ao invés de permearem as aulas de ciências:
Curiosamente, algumas dessas versões criacionistas se apresentam ao grande público como produto de “estudos científicos avançados”, como se fossem parte da atividade discutida em congressos científicos em diversos países, no Brasil inclusive. Nessas versões, a Teoria Evolutiva é deturpada, como se pouco ou nenhum trabalho científico tivesse sido efetuado desde sua proposta há mais de 150 anos, demonstrando um total desconhecimento dos milhares de resultados e evidências que consolidam essa Teoria. Alguns raros criacionistas são cientistas produtivos em suas áreas específicas de atuação, que não envolvem pesquisas na área da Evolução Biológica. Mas quando abordam o criacionismo, falam de sua crença particular e não das pesquisas que estudam e publicam. Como perguntas e explicações criacionistas não podem ser testadas pelo método científico, estes pesquisadores estão apenas emitindo uma opinião pessoal e subjetiva, motivada geralmente por uma crença religiosa.
Cientistas são perguntadores por natureza. Responder que Deus é a causa de algo que a ciência ainda não explica é uma falácia. Se todas as pessoas pensassem assim não teríamos os avanços e confortos que apenas a ciência e tecnologia nos proporcionam. Determinar que Deus é a causa de algum fenômeno que até o momento é desconhecida é o mesmo que deixar de perguntar e de estudar; é parar de avançar.
Reconhecendo que a divulgação destas ideias criacionistas representa uma deterioração na qualidade do ensino de Ciências, a Sociedade Brasileira de Genética (SBG) vem aqui ratificar que a Evolução Biológica por Seleção Natural é imensamente respaldada pelas evidências e experimentações nas áreas de Genética, Biologia Celular, Bioquímica, Genômica, etc. Além disto, reiteramos que, como qualquer outra Teoria científica, a Evolução Biológica tem sido remodelada com a incorporação de várias novas evidências (incluindo da área de Genética), tornando suas hipóteses e explicações mais complexas e robustas a cada ano, desde a primeira publicação de Charles Darwin em 1859.

Criacionismo “científico” ou Design Inteligente

Não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas (incluindo o Design Inteligente) (…) Ao lado do respeito à liberdade de crença religiosa, deve ser também observado o respeito à Ciência que tem enfrentado todo tipo de obscurantismo político e religioso, de modo similar às situações vividas por Galileu Galilei e o próprio Charles Darwin.

No Brasil

Alguns criacionistas também utilizam o argumento de que a Ciência brasileira é retrógrada (ou “tupiniquim”, como a chamam), afirmando que o criacionismo é “aceito” no exterior, mas a Ciência é unânime em todos os países sobre este assunto, o que pode ser verificado [aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui].
Agradecemos a Doutora Josiane Cardoso pela dica.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Bactérias e vírus ajudam a desvendar um dos segredos da evolução


Por em               



A corrida armamentista entre um vírus e as bactérias que eles atacam tem ajudado os cientistas a entender melhor um dos mistérios da evolução: como novas características evoluem?
Em uma série de experimentos, bactérias infectadas com vírus adquiriam repetidamente a capacidade de atacar seus hospedeiros através do receptor na membrana celular da bactéria, como explicou Justin Meyer, pesquisador-chefe e estudante de graduação na Universidade Estadual de Michigan, EUA.
De acordo com a teoria da evolução, a seleção natural pode favorecer certos membros de uma população por causa das características que possuem, como camuflagem ou habilidade de conseguir certos alimentos. Esses organismos favorecidos são mais propensos a se reproduzirem, passando os genes com características úteis para as futuras gerações.
Embora seja claro que a seleção natural faz com que uma população mude ou se adapte, não é fácil explicar como traços novos surgem. Por exemplo, mutações genéticas aleatórias se acumulam gradualmente até que elas produzam novas características? Ou será que a seleção natural conduz o processo desde o início, favorecendo certas mutações que possam surgir, até que um traço totalmente novo apareça?
No novo estudo, pesquisadores fizeram com que um vírus desenvolvesse uma nova maneira de infectar as bactérias, e depois observaram as alterações genéticas associadas a essa nova habilidade. Eles também descobriram que as mudanças ocorridas nas bactérias podem impedir que o vírus adquira essa nova característica.
Em 102 experimentos, eles combinaram células de E. coli com o vírus, chamado de lambda. Lambda normalmente infecta a bactéria a partir de um receptor chamado LamB, na membrana externa da bactéria. O vírus faz isso usando a proteína J, que fica no final de sua calda.
Quando cultivadas sob certas condições, a maioria das células E. coli desenvolveu resistência ao vírus parando de desenvolver receptores LamB. Para infectar as células bacterianas, então, o vírus teve que encontrar outra entrada na célula. Uma vez dentro, o vírus sequestra a capacidade das células da bactéria de copiar e reproduzir o próprio código genético.
Em 25 dos 102 testes, o vírus adquiriu a capacidade de infectar bactérias através de outro receptor, chamado OmpF. Os vírus eram geneticamente idênticos no início do experimento, então os pesquisadores analisaram quais alterações genéticas ocorreram.
Eles descobriram que todas as cepas que podem infectar as bactérias compartilhavam pelo menos quatro mudanças, que estavam no código genético da proteína J e que trabalhavam juntas.
“Quando você tem três das quatro mutações, o vírus ainda é incapaz de infectar a E. coli. Quando você tem quatro de quatro, todas elas interagem umas com as outras. Nesse caso, a soma é muito maior do que suas partes componentes”, explica Meyer.
No entanto, a seleção natural parece ter impulsionado o surgimento de mutações individuais porque as mesmas mutações surgiram, e porque elas aparecem para afetar a função da proteína J.
“As mutações são realmente centradas em uma pequena parte do gene que afetou a ligação”, disse Meywe.
Então, por que, na maioria dos casos, os vírus não adquirem a capacidade de entrar pela porta OmpF? Os pesquisadores procuraram ver se outras mudanças no vírus ou na bactéria interfeririam nisso.
Eles descobriram que, enquanto outras mudanças no vírus não parecem interferir, uma alteração específica encontrada nas populações de E. coli de 80 experimentos consegue causar uma mudança. Interrupções apareceram em genes de bactérias responsáveis pela produção de um complexo de proteínas, chamado ManXYZ, na membrana interna. Essa mudança na membrana interna significa que o vírus não poderia chegar até o interior da célula, seja a partir do LamB ou OmpF.
“Então, há essa dança coevolucionária interessante”, disse Meyer. “Uma mutação no hospedeiro e quatro mutações no vírus pode levar a um novo vírus. Senão, todo o sistema é desligado”. [LiveScience, foto de Gwire]

Assista um vírus infectando uma bactéria [vídeo]

Por em 16.01.2013 as 10:30




Cientistas da Universidade do Texas em Austin e do Centro de Ciências da Saúde da Escola de Medicina da Universidade do Texas em Houston, ambas nos EUA, anunciaram que conseguiram pegar um bacteriófago, o vírus T7, no ato de infectar uma bactéria E. coli.
Bacteriófagos, às vezes chamados apenas de “fagos”, são vírus especializados em atacar bactérias, como o nome sugere. O T7 foi identificado em 1945, e seu DNA está entre os primeiros a ser sequenciado, em 1983.
A estrutura do T7 é simples: ele tem um capsídeo que contém o material genético do vírus, seis filamentos que são usados para “caminhar” sobre a bactéria até encontrar um ponto propício para a infecção, e uma “cauda”, que penetra a membrana da bactéria e funciona como uma agulha de injeção, conduzindo o DNA do vírus para a bactéria.
Utilizando tomografia, a equipe de pesquisadores conseguiu capturar imagens do vírus T7 em diferentes estágios do processo de infecção da bactéria, e, a partir desta informação, montaram uma animação mostrando como o processo acontece.

Os pesquisadores apontam que, quando está procurando por uma vítima, o vírus estende por alguns momentos uma ou duas de suas fibras ultrafinas que normalmente estão dobradas na base do capsídeo.
Uma vez que ele tenha tocado uma bactéria, ele usa uma ou duas das fibras novamente, para “caminhar” sobre a bactéria, “como um rover planetário”, em um andar aleatório, para encontrar um local ótimo para a infecção.
Quando chega a um local para infecção, a estrutura do vírus sofre uma alteração drástica: ele ejeta parte de suas proteínas pela membrana da célula, criando um caminho para o DNA entrar no hospedeiro. Depois da injeção, o caminho proteico se desfaz, e a membrana celular da bactéria se fecha novamente.

O trabalho publicado é o primeiro a demonstrar que o bacteriófago “caminha” sobre a superfície da bactéria, algo que não passava de uma hipótese até então. Também é o primeiro trabalho mostrando como a cauda do vírus se estende para o interior do hospedeiro, permitindo a injeção do DNA viral.
Embora muitos dos detalhes da infecção sejam específicos do T7, os pesquisadores apontam que todo o processo alterou bastante a compreensão de como um vírus infecta uma célula.
Vale lembrar que tanto o T7 quanto a E. coli são encontrados em abundância nos nossos intestinos; ou seja, este processo está acontecendo agora mesmo, dentro de você. [Gizmodo, Science, Space and Robots, Sciencemag Supp, ScienceDaily, KurzweilAI]

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Para que serve o umbigo?

Karlla Patrícia

Meus alunos sempre perguntam, então aí vai a resposta, rs.
Antes de nascermos, o cordão umbilical tem uma função importantíssima nos mamíferos, inclusive nós. Ele é a comunicação entre o embrião e a placenta. Além da garantia de nutrientes é responsável pela troca gasosa. Depois de chorar no parto é certo que os bebês já podem respirar sozinhos e logo já começam a se alimentar e assim, o cordão umbilical não tem mais utilidade. O médico sempre deixa um pedaço do cordão que seca e cai naturalmente, nos restando apenas o nosso umbigo!
Para que o umbigo serve? O umbigo em si, não serve para NADA! É apenas a cicatriz deixada pelo cordão umbilical, não existe nenhuma ligação do umbigo com nossos órgãos, internamente existe musculatura. Nessa região existe também, uma área glandular de reconhecimento imune (linfonodo), que atua na defesa do organismo e produz anticorpos, mas que não tem nada a ver com o nosso umbigo. O umbigo é também considerado uma área erógena para algumas pessoas.
O umbigo é apenas a cicatriz deixada pelo cordão umbilical!