quinta-feira, 11 de abril de 2013

Como o bebê respira dentro do útero?

 

“Tenho uma curiosidade há muito tempo e gostaria de uma abordagem, é a respeito da evolução dos fetos. Como funciona o sistema respiratório no estágio fetal?” Fernando Gottlieb
Olha só Fernando, enquanto o bebê está no útero, o sistema respiratório (vias aéreas, pulmões, etc…) estão sendo formados. Assim, pulmões do feto não estão totalmente funcionais e estão cheios de líquido.
O bebê na verdade, não respira no útero – pelo menos, não no sentido usual. Ele recebe todo o oxigênio necessário para as funções do seu organismo através da placenta e do cordão umbilical, ou seja, o oxigênio chega pelo sangue da mãe. Este processo tem sido conhecido como circulação fetal, no qual o sangue circula do coração para os pulmões, em seguida, para fora do corpo. Os capilares do cordão umbilical filtram o oxigênio que vem do corpo da mãe para o corpo do feto e filtra o dióxido de carbono do sangue do bebê para a corrente sanguínea da mãe. O sangue que vem oxigenado do corpo da mãe vai para o coração do feto e então é distribuído para todo o corpo. Este processo proporciona todo oxigênio que o bebê necessita. No útero, o bebê precisa de menos oxigênio para sobreviver e toda sua respiração depende da respiração da mãe.
Durante o nascimento, vários processos ocorrem ao mesmo tempo e terminam com a respiração do bebê através de seus pulmões. Com o corte no cordão umbilical, o fluxo da placenta é interrompido. Os níveis de oxigênio no sangue, obviamente, caem rapidamente, enquanto os níveis de dióxido de carbono aumentam bastante. Com o nascimento, o coração é estimulado a começar a funcionar corretamente, os pulmões se expandem o ar penetra nos pulmões. O processo da primeira respiração é dolorido e o choro é um sinal importante de que os pulmões e toda a circulação do ar estão funcionando bem e que o recém-nascido está respirando corretamente.
Dentro do útero, os pulmões estão cheios de líquido, assim, a oxigenação dos órgãos é feita por trocas gasosas com a mãe através do cordão umbilical.

Qualidade do ensino freia adaptação do Brasil ao mundo digital

Fraco desempenho em ciências e matemática é barreira para País, diz Fórum Econômico Mundial


10 de abril de 2013 | 20h 58

 
Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo
GENEBRA - Com um dos piores ensinos de matemática e ciências do mundo, o Brasil reduz sua capacidade de adaptação ao mundo digital. Um informe apresentado nesta quarta-feira, 10, pelo Fórum Econômico Mundial aponta que o País subiu apenas da 65.ª para a 60.ª posição entre as nações mais preparadas para aproveitar as novas tecnologias em seu crescimento.
Além do ranking sobre capacidade de adaptação ao mundo digital, o Fórum divulgou outros dois, referentes ao ensino de matemática e de ciências.
Entre os 144 países avaliados, o Brasil aparece no 116.º lugar em educação, atrás, por exemplo, de Chade, Suazilândia e Azerbaijão. Em ciências, Venezuela, Lesoto, Uruguai e Tanzânia estão melhores posicionados no ranking que o Brasil, que ocupa a 132.ª posição.
O resultado é uma estagnação no avanço da tecnologia no Brasil, apesar dos investimentos públicos em infraestrutura e de um certo dinamismo do setor privado nacional. Na América Latina, países como Chile, Panamá, Uruguai e Costa Rica estão melhores preparados para enfrentar o mundo digital que o Brasil.
“Apesar desse progresso, a tradução dessa maior cobertura em impactos econômicos em inovação e competitividade está estagnada”, alerta o documento. Um dos motivos é a “qualidade do sistema educacional, que aparentemente não garante as habilidades necessárias para uma economia em rápida mudança em busca de talentos”, indicou. Mesmo em países pobres como Senegal, Quênia e Camboja, o acesso de escolas à internet é superior, segundo o informe.
O ranking é liderado pela Finlândia, seguida por Cingapura e Suécia. O Brasil, de fato, vem ganhando posições. Mas os autores do informe estimam que a posição hoje do País no ranking não condiz com uma das sete maiores economias do mundo.
O informe considera que a maioria das economias em desenvolvimento continua sem conseguir criar as condições necessárias para reduzir a falta de competitividade existente na área da tecnologia de informação, em comparação às economias desenvolvidas. “No Brasil temos grande desenvolvimento por parte de empresas multinacionais para melhorar a competitividade, mas esse empenho não se estende por todo o setor privado”, alertou o editor do informe, Beñat Bilbao-Osorio.
Internet
A subida de posição do Brasil no ranking vem dos avanços em infraestrutura e do fato de o País ter dobrado a capacidade de uso de banda larga, além de ampliar a rede de celulares. Em bandas fixas, o Brasil é o 11.º colocado no ranking.
Outro problema sério, porém, é o ambiente para promover inovação e burocracia, além do custo dos celulares, um dos mais altos do mundo. O Brasil aparece na 130.ª posição entre os 144 países, superado pelo Gabão.
O número de usuários de internet no Brasil, em 2011, também não chegava ainda a 45%, o que deixa o País na 62.ª posição nesse critério, abaixo da Albânia. Apenas um terço dos brasileiros tem internet em casa. A taxa despenca para apenas 8% se o critério for o número de casas com banda larga.
O Brasil não é o único a passar por essa situação. “Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) enfrentam desafios”, diz o informe. “O rápido crescimento econômico observado em alguns desses países nos últimos anos poderá ser ameaçado, caso não forem feitos os investimentos certos em infraestruturas, competências humanas e inovação na área das tecnologias da informação”, alerta.
“A digitalização criou 6 milhões de empregos e acrescentou US$ 193 bilhões à economia global em 2011. Apesar de positivo, o impacto da digitalização não é uniforme nos setores e economias – cria e destrói empregos”, disse Bahjat El-Darwiche, Sócio, Booz & Company.

RANKING
Segundo a capacidade de adaptação ao mundo digital
1. Finlândia
2. Cingapura
3. Suécia
4. Holanda
5. Noruega
6. Suíça
7. Reino Unido
8. Dinamarca
9. EUA
10. Taiwan
60. Brasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Árvores são células solares recicláveis e eficientes

 

Por em 7.04.2013 as 12:00


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Uso de materiais “raros” e dificuldade em separar seus componentes para reciclagem fazem com que células solares (ainda) não sejam uma alternativa muito “sustentável” – são necessárias décadas de funcionamento para compensar o impacto ambiental que causam. Pesquisadores da Georgia Tech and Purdue (EUA), porém, trabalham em uma alternativa: células solares orgânicas.
No lugar de metais difíceis de encontrar, eles usam nanocristais de celulose (feitos a partir de matéria-prima coletada de árvores), que, além de menos agressivos ao ambiente, permitem que o equipamento seja reciclado sem grande dificuldade. A eficiência (medida pela quantidade de energia solar que conseguem converter em eletricidade) dessas células é de 2,7%, relativamente alta para o tipo de material de que são feitas – embora ainda pequena em comparação com a das convencionais (cerca de 10%). De acordo com os autores do projeto, a tecnologia tem potencial para atingir padrões de eficiência maiores.
“O desenvolvimento e o desempenho de substratos orgânicos na tecnologia solar continuam a crescer, dando a engenheiros uma boa indicação de aplicações futuras”, aponta o professor Bernard Kippelen, que liderou a equipe.
Ele lembra, ainda, que a reciclagem, junto com o desempenho, também é um fator de peso. “Células solares precisam ser recicláveis. Do contrário, estaremos apenas resolvendo um problema (menos dependência de combustível fóssil) enquanto criamos outro (uma tecnologia que produz energia a partir de recursos renováveis mas que não pode ser descartada no fim do seu ciclo de vida)”. Atualmente, células solares em geral usam plástico (feito a partir de petróleo e, portanto, pouco “ecológico”) ou vidro (difícil de ser reciclado ou descartado), além de ligas metálicas caras.
“Nossos próximos passos envolvem a melhora da conversão de energia para além de 10%, nível similar ao de células fabricadas com vidro ou derivados de petróleo”, adianta Kippelen.[Science 2.0, Nature]

domingo, 7 de abril de 2013

Descoberta a maior estrutura do universo

 

Por em 16.01.2013 as 11:30



O astrônomo Roger Clowes, da Universidade Central Lancashire em Preston (Inglaterra), e sua equipe de astrônomos encontraram um aglomerado de quasares que, além de bater o recorde de maior estrutura do universo, também abala as estruturas da astronomia moderna.
Utilizando os dados do Levantamento Digital do Céu Sloan (Sloan Digital Sky Survey – SDSS), o mais completo mapa 3D que temos do universo, a equipe identificou um grupo de 73 quasares, estendendo-se por uma faixa 4 bilhões de anos-luz.
Desde 1982 sabia-se que os quasares tendiam a se agrupar em grupos grandes (LQG, “large quasar groups”, na sigla em inglês). O primeiro LQG foi descoberto em 1982. O maior deles, com 630 Mpc (megaparsec) ou 2 bilhões de anos-luz, foi observado em 1991.
Por um tempo, achava-se que o “1991 LQG” era o maior objeto do universo. No entanto, este novo grupo tem praticamente o dobro do tamanho, com 1240 Mpc de comprimento. Situado a 9 bilhões de anos-luz de distância, ele recebeu o nome de “Huge-LQG” (“enorme grupo grande de quasares”).

Modelo padrão abalado?

Quando Albert Einstein aplicou a Teoria da Relatividade pela primeira vez, precisou fazer algumas simplificações de pressupostos razoáveis que pareciam aplicar-se ao universo.
Uma destas simplificações foi presumir que ao olhar para grandes fatias do universo, elas deveriam ser essencialmente parecidas, um princípio cosmológico chamado de isotropia, que até recentemente havia sido confirmado por observações.
Além disso, cálculos indicavam que os aglomerados mantidos unidos pela gravidade teriam um tamanho máximo, de cerca de 1,2 bilhões de anos-luz.
A descoberta deste enorme grupo de quasares conectados gravitacionalmente parece desafiar o princípio cosmológico da isotropia e a compreensão que temos sobre como a gravidade mantém aglomerados gigantescos. Mas antes de repensar os modelos atuais padrões, são necessárias mais pesquisas e verificações. [Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, National Geographic, The Hammoc Physicist, Space.com, Gizmodo, Space Daily, New Scientist, arXiv]

Como sabemos que houve o Big Bang?

 

                         


A Teoria do Big Bang é o modelo científico que explica como o universo chegou a ser como é agora, como ele já foi, e como será no futuro. Mas como é que a ciência pode ter certeza de que o Big Bang aconteceu e vem acontecendo? Que é real? Afinal de contas, ninguém estava lá para ver o Big Bang ocorrer, e ninguém está recriando Big Bangs em laboratório para estudar como ele acontece.
Mas não precisamos testemunhar um evento para saber que ele aconteceu; basta examinar os vestígios dele.
Um caçador, por exemplo, examina o solo em busca de pegadas. Examinando-as, ele descobre de qual animal é, suas características e quanto tempo faz que passou por ali – sem precisar vê-lo. Semelhante coisa fazem os astrofísicos. Eles examinam o céu e encontram as marcas dos eventos passados, marcas que aprendemos a ver e a interpretar no último século, e que nos ajudam a contar a fascinante história do nosso universo.

Escuridão do céu, à noite – Paradoxo de Olbers

Esta não é tanto uma prova do Big Bang, quanto uma prova que o universo não pode ser infinito e eterno.
Se o universo fosse infinito, homogêneo e eterno, então para onde quer que você olhasse, a linha da visão iria encontrar uma estrela. Alguns astrônomos fizeram as contas e chegaram à conclusão de que, se fosse assim, o céu noturno deveria ser tão brilhante quanto a superfície de uma estrela. Só que ele é escuro.
O Paradoxo de Olbers é o resultado de se assumir premissas falsas: ou o universo não é infinito, ou ele não é eterno, ou ele não é nem eterno, nem infinito.

O universo está em expansão

A primeira evidência de que o Big Bang é a explicação mais correta para o universo é a sua expansão. Na década de 1920, os astrônomos começaram a perceber que as nebulosas espirais eram na verdade outras galáxias, e estavam se afastando.
A conclusão mais lógica é que, se agora as galáxias estão distantes e se afastando, se voltarmos no tempo elas ficarão mais próximas, e quanto mais voltarmos no tempo, mais próximas elas estarão.
Esta é uma evidência forte do evento. Só que existem alguns cenários (ou hipóteses, se preferir) que podem explicar um universo em expansão, sem incluir um Big Bang. Precisamos de mais evidências.

A radiação cósmica de fundo

Se considerarmos que a explicação para a lei de Hubble seja a expansão do universo, qual a consequência imediata disto? Em algum momento do passado, o universo estava extremamente denso e quente. E para onde este calor foi, se é que existiu?
Em todo o lugar. Depois de bilhões de anos de expansão, a radiação de calor original, que era na faixa do ultravioleta, está deslocada para o vermelho até a faixa do micro-ondas. Esta foi uma descoberta espetacular, por que foi primeiro prevista pela teoria, e depois foi confirmada na prática.
Com a radiação cósmica de fundo, podemos excluir todas as teorias que não preveem um universo a 3.000K em algum momento no passado.

Proporção entre elementos simples

Se estamos prontos a assumir que o universo atingiu a temperatura de 10.000.000.000 K (dez bilhões de graus), então ele deve ter passado por uma fase geral de reações nucleares. O combustível era uma mistura de prótons e nêutrons em equilíbrio a esta temperatura. As cinzas eram principalmente deutério, os dois isótopos de hélio, e o isótopo pesado do lítio.
Os cálculos mostram que, a partir de pressupostos razoáveis sobre a densidade atual de núcleons (prótons e nêutrons) e o número de famílias de partículas elementares, podemos chegar a uma proporção em que os elementos devem aparecer nas medições. Tal proporção foi comprovada pela observação.
Esta proporção não pode ser explicada por outras teorias, somente a teoria do Big Bang.

A razão entre fótons e nucleons

Existe no universo aproximadamente 1.000 fótons para cada núcleon (próton ou nêutron), e nenhuma antimatéria. A razão disto está na física de alta energia, em como a matéria se comporta em estados de alta energia (e alta temperatura, portanto).
Antes de avançar nesta evidência, é preciso entender uma coisa: em todas as reações observadas em laboratório, um número idêntico de partículas de energia, matéria e antimatéria é criado ou destruído. Para cada fóton, há uma partícula de matéria, e outra de antimatéria. Não deveria haver esta assimetria de 1000:1:0 entre fótons, matéria e antimatéria.
A explicação é que quando a matéria está a temperaturas na ordem dos 10^27 K (10 seguido de 27 zeros), os fenômenos que acontecem geram a assimetria observada. Em outras palavras, a assimetria é prova que o universo já teve uma temperatura de 10^27 K.

Algumas objeções comuns

É importante sempre questionar a ciência e as suas conclusões, mas o questionamento tem que ser feito de forma racional e lógica. Claro que nem sempre isso acontece. Confira alguns questionamentos irracionais sobre a teoria do Big Bang:
  • O Big Bang é invenção de ateus para negar deus. Na verdade foi um padre católico, o belga Georges Lemaître quem criou a “teoria do ovo primordial”, que acabou sendo chamada de “Big Bang” por Fred Hoyle, um astrofísico ateu.
  • O Big Bang é só uma teoria, não é uma lei. Já vimos isto antes: uma teoria não vira lei, e as teorias da ciência não são “apenas uma teoria”, mas modelos que contam com hipóteses testáveis, fazem previsões, e têm evidências. [O que é uma teoria científica?]
  • Uma explosão na minha carteira não enche ela de dinheiro. O Big Bang, apesar do nome, não foi uma explosão, mas uma expansão do universo. No Big Bang, só se formaram átomos de hidrogênio e hélio, e traços de lítio. Outros átomos se formaram no núcleo de estrelas, e se espalharam quando elas explodiram.
  • Uma explosão não poderia criar um planeta redondinho ou a vida. Verdade. E nenhum cientista afirmou isto. O Big Bang aconteceu há 13,7 bilhões de anos, o planeta Terra se originou entre 4,5 a 5,5 bilhões de anos atrás, e a vida se originou a 3,8 bilhões de anos atrás. Três eventos diferentes, em tempos diferentes.
  • Não dá para acreditar nas teorias da ciência, elas estão sempre mudando. Os cientistas trabalham com evidências. Se as evidências apontarem que eles estão errados, eles vão se corrigir, seja alterando suas teorias, seja abandonando-as em favor de novas teorias. Vimos isto na história da mecânica quântica e também na história da teoria do Big Bang. Por enquanto não há motivo para afirmar que os cientistas estejam errados. [Como surgiu a teoria quântica?]
  • Se o Big Bang está certo, então por que ele não explica o que o originou? Uma teoria não precisa estar completa para estar correta, basta estar correta no que afirma. Por enquanto o Big Bang, apesar de não estar completo, e não explicar de forma satisfatória o tempo de Planck (a primeira fração de segundos do Big Bang), em todo o resto está correto, dentro de uma margem de erro aceitável. [Nova teoria explica o que havia antes do Big Bang]
  • Eu não acredito que o universo todo já foi do tamanho de um átomo ou menor. Quando o infomercial “Quem Somos Nós?” afirmou que a matéria é praticamente espaço vazio, ninguém duvidou. Tudo que a ciência faz é apontar que nas condições de temperatura e pressão do tempo de Planck estes espaços vazios diminuem até sumir. De qualquer forma, não acreditar em alguma coisa não prova que esta coisa seja falsa: isso é uma falácia lógica chamada “argumento da incredulidade”.
  • Nada surge do nada. Pela mecânica quântica, surge. No vácuo do espaço (o “nada absoluto” realmente não pode gerar nada) pululam partículas virtuais que surgem, e em uma fração de tempo minúscula, desaparecem. [Como ter um universo vindo do nada]
  • O cientista fulano de tal provou que o Big Bang não aconteceu, com sua nova teoria. Assim como os cientistas que propõe o Big Bang podem estar errados, os que duvidam da teoria também podem. Por enquanto, a ciência amplamente apoia o Big Bang, pois há décadas de acúmulo de evidências. Até que os especialistas cheguem a um outro consenso, ele continua valendo. [CERN, Naked Scientists, Starts with a Bang, dr. Yuki Takahashi, Saturday Morning Physics - UMich, TalkOrigins, Hubert Reeves, Astronomy Cafe, Ned Wright]

sábado, 6 de abril de 2013

As incríveis medidas do corpo humano!

 

Você já parou para pensar quanto mede sua pele? Ou quantos litros de sangue seu coração bombeia por hora? É a matemática interagindo com a Biologia! Mas atenção, são apresentados valores médios, eles podem variar de pessoa para pessoa. Afinal, não existem dois indivíduos totalmente iguais. Divirtam-se!
CÉREBRO E NEURÔNIOS
O cérebro do homem pesa cerca de 1,4 quilo e o da mulher 1,25 quilo, e abriga 25 bilhões de neurônios Eles ficam fixos na camada superficial, chamada córtex, que tem apenas 1,3 a 1,4 milímetro de espessura. As suas “pernas” (axônios), que transmitem os sinais elétricos, podem ter até um metro. A velocidade do impulso nervoso varia conforme a espessura das fibras nervosas e sua função: as sensações de pressão e tato passam por fibras de 8 micrometros (um metro dividido por um milhão), a uma velocidade de 50 metros por segundo. Já a dor e a temperatura viajam por fibras de apenas 3 micrometros, a 15 metros por segundo.
TRAJETO DAS REFEIÇÕES
O tubo digestivo, da boca ao ânus, mede entre 7 e 10 metros. As células que revestem o estômago e o intestino são todas trocadas a cada três dias. Nas gengivas, elas se renovam a cada duas semanas. O alimento engolido leva apenas 4 a 8 segundos para chegar ao estômago. O fígado produz diariamente 0,5 litro de bílis. Os rins precisam de 50 minutos para, com a ajuda das bebidas e da água dos alimentos, filtrar todo o sangue. Isso resulta, num único dia, em 180 litros de sangue limpo e 1,5 litro de urina liberada.
SISTEMA RESPIRATÓTIO
A cada respiração, é inalado meio litro de ar. Calculando-se um ritmo médio de 12 inspirações por minuto (quando se está tranqüilo), entram para os pulmões 17 000 litros de ar por dia. Os cílios, minúsculos fios de mucosa que revestem as células da traquéia e dos pulmões, empurram a sujeira do ar a ser expelida, numa velocidade de 12,7 milímetros por minuto.
CÉLULAS
São mais de 220 bilhões. Algumas vivem 1,5 dia, apenas. Mas, no fígado, elas resistem até 5 meses. No sangue, os glóbulos brancos duram 15 dias e os vermelhos, 120. Os macrófagos— grandes células sangüíneas — digerem uma bactéria em apenas um centésimo de segundo.
VEIAS E ARTÉRIAS
São 97 000 quilômetros de veias, artérias e vasos capilares. Se fossem alinhadas, elas dariam 2,5 voltas em torno da Terra. As artérias menores se contraem e relaxam num período entre 2 e 8 segundos. As plaquetas sangüíneas — moléculas responsáveis pela coagulação — vivem apenas dez dias.
OSSOS
Uma criança nasce com 350 ossos. Mas, quando ficar adulta, vai contar com apenas 206. É que os ossos dos membros de um recém-nascido não são inteiros: eles vão se soldar durante o crescimento. No total, o esqueleto humano pesa 9 quilos. A região do corpo que mais tem ossos é a cabeça: 29.
ESPERMATOZÓIDES E ÓVULOS
O homem produz 8 trilhões de espermatozóides durante a vida. Em cada ejaculação, são liberados entre 250 milhões e 500 milhões. A mulher nasce com 400 000 óvulos nos dois ovários. Desses, só uns 500 vão maturar. Os que não forem fertilizados serão eliminados pela menstruação.
CORAÇÃO
O coração é um músculo que pesa 250 gramas, em média. No ritmo normal, que é de 70 a 75 batidas por minuto, ele chega a dar mais de 110 000 batimentos por dia. Mas, em caso de pânico ou susto, pode subir para 150 pulsações por minuto. No corpo em repouso, os 5 litros de sangue são bombeados por todo o organismo em apenas um minuto.
PELE
No total, ela mede cerca de 2 metros quadrados, o equivalente a um retângulo de um metro de largura por dois de comprimento. E pesa perto de 3 quilos. As impressões digitais se formam ainda no útero, seis a oito semanas antes do nascimento da criança. Ao longo da pele estão distribuídas 2 milhões de glândulas sudoríparas, responsáveis pela irrigação e desintoxicação da pele, por meio do suor. A maior concentração de glândulas está na palma das mãos: 370 por centímetro quadrado. Nos dias frios, o fluxo sangüíneo na pele é de apenas 0,5 litro por minuto. Quando está quente, o fluxo sobe para 3 litros por minuto, para refrescar.
CABELOS E PÊLOS
O corpo humano possui cerca de 5 milhões de pêlos, 150 000 deles na forma de cabelos. Eles são renovados a cada quatro anos, em média. Os cabelos de fios finos crescem cerca de 2,5 centímetros a cada dois ou três meses. Os grossos podem levar o dobro do tempo. Cada olho possui mais de 200 cílios, que duram de três a cinco meses. Depois disso, caem.
UNHAS
Elas crescem continuamente, em ritmos diferentes. As das mãos aumentam de tamanho cerca de duas vezes mais rápido do que as dos pés: 4 centímetros por ano. Seu crescimento é mais veloz em adultos, entre os 20 e 40 anos de idade. Nas crianças, uma unha arrancada regenera-se em onze semanas. Os adultos não têm essa capacidade.
OLHOS
Basta 1 mililitro de lágrima, por dia, para manter lubrificado o globo ocular Para fixar uma boa imagem na retina, é necessária uma exposição de um décimo de segundo. Por isso o homem não consegue identificar cada quadro que compõe um filme: eles passam à velocidade de 24 por segundo, ou seja, quase dois quadros e meio a cada décimo de segundo. Assim, as imagens vão se fundindo, dando a impressão de movimento.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Primeiro híbrido entre humanos e Neandertais pode ter sido encontrado

 

Por em 1.04.2013 as 11:28


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Na região de Monti Lessini (Itália), cientistas encontraram parte do esqueleto de uma criatura que, acredita-se, seria um híbrido entre Homo sapiens e Neandertais.
“Pela morfologia da mandíbula, o rosto do indivíduo teria uma aparência intermediária entre a de Neandertais clássicos, que tinham uma mandíbula recuada (sem queixo), e de humanos modernos, que têm uma mandíbula projetada com queixo desenvolvido”, explica a antropóloga Silvana Condemi, em entrevista ao Discovery News.
Além da comparação estrutural (feita com a ajuda de programas de modelagem 3D que “reconstroem” o esqueleto a partir das partes encontradas), a equipe fez uma análise do DNA do suposto híbrido. Resultado: o DNA mitocondrial (que é transmitido pela mãe) é Neandertal, o que levou os autores a concluir que o “pai” era um Homo sapiens.

Convivência não tão pacífica

Quando o homem moderno chegou à Europa, há pelo menos 45 mil anos, os Neandertais já tinham estabelecido uma cultura própria (“Musteriense”, que teria durado cerca de 200 mil anos), como indicam artefatos do período, normalmente encontrados em cavernas no continente europeu. Ao longo de milhares de anos, as duas espécies habitaram regiões próximas, um processo que, como você pode imaginar, não terminou muito bem para os Neandertais (que acabaram extintos).
De acordo com os pesquisadores, evidências encontradas até o momento mostram que ocorreu um “lento processo de substituição de Neandertais pelas populações invasoras de humanos modernos, bem como uma resistência da identidade cultural dos Neandertais”. É possível que mulheres Neandertais tenham sido estupradas por Homo sapiens, em uma tentativa de dominação por parte deles.
Tanto os neandertais “puros” como sua cultura foram extintos entre 30 mil e 35 mil anos atrás. Para que saibamos mais detalhes sobre o processo, porém, são necessários mais estudos.[LiveScience, Discovery News, PLoS ONE]