| 27/03/2014 20:37 |
Nota Técnica apresentada no Ipea analisou dados do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde Encerrando o Mês da Mulher, o Ipea realizou nesta quinta-feira, 27, um seminário em Brasília para apresentação de estudos que tratam da violência contra o sexo feminino. Além de uma edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social, foi apresentada a Nota Técnica Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde. É a primeira pesquisa a traçar um perfil dos casos de estupro no Brasil a partir de informações de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan). Com base nesse sistema, a pesquisa estima que no mínimo 527 mil pessoas são estupradas por ano no Brasil e que, destes casos, apenas 10% chegam ao conhecimento da polícia. A Nota Técnica é assinada pelo diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia, Daniel Cerqueira, que fez a apresentação, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Danilo Santa Cruz Coelho. Os registros do Sinan demonstram que 89% das vítimas são do sexo feminino e possuem, em geral, baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes. “As consequências, em termos psicológicos, para esses garotos e garotas são devastadoras, uma vez que o processo de formação da autoestima - que se dá exatamente nessa fase - estará comprometido, ocasionando inúmeras vicissitudes nos relacionamentos sociais desses indivíduos”, aponta a pesquisa. Em metade das ocorrências envolvendo menores, há um histórico de estupros anteriores. Para o diretor do Ipea, “o estudo reflete uma ideologia patriarcal e machista que coloca a mulher como objeto de desejo e propriedade”. Ainda de acordo com a Nota Técnica, 24,1% dos agressores das crianças são os próprios pais ou padrastos, e 32,2% são amigos ou conhecidos da vítima. O indivíduo desconhecido passa a configurar paulatinamente como principal autor do estupro à medida que a idade da vítima aumenta. Na fase adulta, este responde por 60,5% dos casos. Em geral, 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima, o que indica que o principal inimigo está dentro de casa e que a violência nasce dentro dos lares. A pesquisa também apresenta os meses, dias da semana e horários em que os ataques costumam ocorrer, de acordo com o perfil da vítima. Leia o texto (Nota Técnica): Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde (versão preliminar) Leia o texto (SIPS): Tolerância social à violência contra as mulheres |
Os cientistas advertiram que o fim pode estar próximo para muitas espécies, e que o nosso planeta está no caminho certo para a sexta extinção em massa.
A Terra já havia sofrido cinco eventos de extinção em massa, o pior deles há 250 milhões de anos, quando 96% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres foram aniquiladas.
Agora, eles acreditam que a combinação de mudanças climáticas, a destruição de habitats naturais e a circulação de animais para novos lugares está levando muitas espécies à extinção.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) disse em 2007 que 20 a 30% das espécies vegetais e animais enfrentam um maior risco de extinção se a Terra continuar a ficar mais quente, e agora uma cientista explorou o que aconteceria se a taxa de extinção for acelerada.
Elizabeth Kolbert disse que a química da mudança dos oceanos é, possivelmente, o maior fator na ladeira escorregadia para a extinção em massa.
Um terço do dióxido de carbono bombeado para o ar por seres humanos fica preso nos oceanos, desestabilizando enormes corpos de água e perturbando os animais que vivem nos oceanos.
“Quando as pessoas tentam reconstruir a história dos oceanos, a melhor estimativa é que o que estamos fazendo para os oceanos tem o potencial de criar uma mudança que não foi vista nos últimos 300 milhões de anos”, ela disse.
E mudanças na química dos oceanos estão associadas com algumas das piores crises de extinção da história.
Ao estudar as criaturas que sobreviveram aos eventos de extinção em massa, os cientistas estão tentando descobrir quais espécies são susceptíveis de sobreviver a uma sexta extinção em massa, com base em suas características. Eles acreditam que a mudança climática está tendo um enorme efeito sobre espécies diferentes, mas com base em pesquisas recentes, eles sugerem que algumas espécies tendem a se adaptar melhor a temperaturas mais elevadas ou procurar por lugares mais amenos. [7 sinais de que caminhamos para uma extinção em massa]
A melhor sugestão dos cientistas é que entre 20 e 30% de espécies em risco de extinção vão sumir se a temperatura média do planeta aumentar em 2 ºC. Isso pode causar um grande desequilíbrio na cadeia alimentar e levar a consequências imprevisíveis. [DailyMail]
